A Serviço

A Serviço


Na Igreja, qualquer função ou cargo tem o sentido do “serviço”. O ensinamento e testemunho são do próprio Mestre Jesus: “Vim para servir e não para ser servido” (Cfr. Mc 10,45). Maria apresentou-se como “Serva do Senhor” (Cfr. Lc 1,38). Bento XVI, no início do seu pontificado, assumiu ser um “humilde servo da vinha do Senhor”. Frequentemente nos deparamos com irmãos e irmãs que entenderam o “amor-serviço” de Jesus, e que com sua prática promovem a pessoa humana, renovam a comunidade e participam da construção de uma sociedade solidária.

No momento em que nossa Arquidiocese aguarda um novo Arcebispo, a eleição de um Administrador Diocesano, conforme dispõem as leis da Igreja, se constitui num chamado para o serviço: “Ide para a vinha” (Cfr. Mt 20,4). A resposta só poderá ser dada em comunhão com todas as Forças Vivas que atuam generosamente em nossas Comunidades. Diferente de governar ou administrar uma empresa, aqui se trata de ser um Servidor do Reino. Incluem-se, é verdade, aspectos exigentes e desafiadores de administração temporal que, por sua vez, também devem ser geridos em vista de um objetivo ainda maior, o do Mandato Missionário do Senhor: “Ide pelo mundo e anunciai o Evangelho, batizando…” ( Mt 28,19).

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A Missão da Igreja, Servidora por natureza, em obediência Àquele que a enviou, é administrar os bens da salvação, colocando-os ao alcance de todos. As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil nos dizem: “A Igreja, por fidelidade a Cristo e à missão dele recebida, tem a estrita responsabilidade de oferecer, em cada época, o acesso à Palavra de Deus, à celebração da Eucaristia e aos demais sacramentos, e de cuidar da caridade fraterna e do serviço dos pobres” (n. 60).

Nossa Arquidiocese, para cumprir essa tarefa, formulou assim seu objetivo geral: “Evangelizar, sendo Igreja seguidora de Jesus Cristo, na palavra, no testemunho, na oração, na partilha e na fração do pão, envolvendo as forças vivas da arquidiocese, a serviço da vida plena e da esperança”. Portanto, administrar a Arquidiocese é ajudá-la a ser fiel, e ser fiel com ela, a este objetivo, dia após dia.

De modo geral, o Administrador Diocesano possui o poder e as obrigações do bispo diocesano, com algumas exceções derivadas da provisoriedade do cargo e do fato de não ser bispo. Exerce um governo interino, passageiro, uma vez que cessa com a posse do novo bispo, em nosso caso, do novo Arcebispo.

Uma vez que continuo pároco de Santa Teresinha, em Brusque, conto, agradecido, com a colaboração generosa de Dom vito, nosso Bispo Emérito, e de alguns padres para o cumprimento da agenda que Dom Murilo deixou, especialmente Crismas, nos fins de semana.

Aceitei e assumi a tarefa contando com a ajuda próxima do mesmo Colégio que me elegeu e ao qual agradeço a confiança depositada em mim. Conto também com a amizade, as orações e a comunhão de todos os padres, diáconos e demais irmãos e irmãs de fé.

Seja bem-vindo aquele que nos será dado “segundo o coração de Deus”!

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