Celebração para o Jubileu da Misericórdia

Celebração para o Jubileu da Misericórdia
PARA A PASSAGEM PELA PORTA SANTA


(Iniciar a celebração fora da igreja, em frente à Porta Santa.)

Canto: Senhor, eu quero entrar (Mons. Jonas Abib)
/:Senhor, eu quero entrar no santuário pra te louvar:/
/:Ó dá-me mãos limpas, e um coração puro, arranca a vaidade, ensina-me a amar:/

Dirigente: Estamos celebrando o Jubileu da Misericórdia, convocado pelo papa Francisco, aberto no dia 08 de dezembro de 2015 e que terminará em 20 de novembro de 2016. É um Ano Santo extraordinário, um Jubileu, momento especial de graça e de perdão, no qual podemos experimentar a acolhida de Deus Pai, sempre de braços abertos para nos receber, como o pai que recebe o filho que saíra de casa e gastara todos os seus bens e agora volta, arrependido.

Todos: O amor de Deus por nós não conhece barreiras. Se o aceitamos, ele nos envolve com seus amor, porque somos seus filhos.

Leitor 1: O amor de Deus foi plenamente manifestado em Jesus, pela sua vinda entre os homens, “para evangelizar os pobres, proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor” (Lc 4,18).

Leitor 2: Jesus é o rosto da misericórdia de Deus. Nele sentimos que o Pai não faz distinção entre pessoas, mas recebe a todos e a todos oferece misericórdia e salvação.

Dirigente: Jesus disse: “Eu sou a Porta. Se alguém entrar por mim, será salvo” (Jo 10,9). Nós vamos passar pela Porta Santa do Jubileu da Misericórdia. Ela é um sinal do amor misericordioso de Deus, que está sempre nos esperando, quer nos encontrar e nos abraçar como filhos. Ao entrarmos na igreja pela Porta Santa, ingressamos na casa de Deus com o coração renovado, buscado experimentar a graça do seu perdão. Antes disso, vamos rezar, em dois lados, o Salmo 121:

–1 Que alegria, quando ouvi que me disseram: *
“Vamos à casa do Senhor!”
–2 E agora nossos pés já se detêm, *
Jerusalém, em tuas portas.
–3 Jerusalém, cidade bem edificada *
num conjunto harmonioso;
–4 para lá sobem as tribos de Israel, *
as tribos do Senhor. –
– Para louvar, segundo a lei de Israel, *
o nome do Senhor.
–5 A sede da justiça lá está *
e o trono de Davi.
–6 Rogai que viva em paz Jerusalém, *
e em segurança os que te amam!
–7 Que a paz habite dentro de teus muros, *
tranquilidade em teus palácios!
–8 Por amor a meus irmãos e meus amigos, *
peço: “A paz esteja em ti!”
–9 Pelo amor que tenho à casa do Senhor, *
eu te desejo todo bem!
(Entrar na igreja pela Porta Santa.)

Dirigente: Entramos na igreja, como já fizemos muitas vezes. Mas desta vez devemos tomar consciência do momento especial que vivemos neste Jubileu. Vamos ouvir a Palavra de Deus, manifestação de sua misericórdia para nós.

Canto: /:A vossa Palavra, Senhor, é sinal de interesse por nós:/
Como um pai ao redor de sua mesa, revelando seus planos de amor.

Leitor da Palavra: Lc 6,31-36
(tempo de silêncio)

Leitor 1: A misericórdia de Deus se manifesta a nós. Ele se revela na Palavra, na Eucaristia, nos irmãos reunidos. Revela-se também no perdão que nos dá pelo Sacramento da Reconciliação. Aí somos renovados pelo amor, confessando nossos pecados e buscando levar uma vida que agrade a Deus.

Leitor 2: A passagem pela Porta Santa concede a todos a indulgência plenária. Deus nos liberta, através da Igreja, de qualquer resíduo das consequências do pecado, para crescermos no amor. Para alcançarmos a indulgência do Jubileu da Misericórdia, somos convidados a confessarmos nossos pecados e comungarmos, também, a rezarmos pelo papa Francisco, como faremos agora.
(Rezar nas intenções do papa. Poderá ser um Pai Nosso ou Ave Maria, ou outra oração conforme a piedade e devoção).

Dirigente: O Jubileu da Misericórdia é um convite para agirmos como Jesus, que tinha seu coração movido pela misericórdia. A Igreja nos propõe obras de misericórdia corporais e espirituais. O papa Francisco nos diz que essa “será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina” (Misericordiae Vultus, 15).

Todos: Experimentamos a misericórdia de Deus. Queremos ser misericordiosos com nossos irmãos e irmãs.

Leitor 1: As obras de misericórdia corporais são: Dar de comer a quem tem fome; Dar de beber a quem te sede; Vestir os nus; Dar pousada aos peregrinos; Ajudar os enfermos; Visitar os presos; Sepultar os mortos.

Todos: “Toda vez que fizestes isso a um dos meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40).

Leitor 2: As obras de misericórdia espirituais são: Dar bom conselho; Ensinar os ignorantes; Corrigir os que erram; Consolar os aflitos; Perdoar as injúrias; Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo; Rogar a Deus pelos vivos e defuntos.

Todos: “Toda vez que fizestes isso a um dos meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40).

Dirigente: Que obras vamos assumir e colocar em prática durante este ano? Que obra quero fazer no dia de hoje? (Tempo para reflexão.)

Dirigente: Vamos encerrar este momento voltando nosso olhar para Maria. Ela é a Mãe de misericórdia. “A doçura do seu olhar nos acompanhe neste Ano Santo, para podermos todos nós redescobrir a alegria da ternura de Deus”.

Todos: Salve Rainha…
(Antes ou durante o canto final, todos podem se saudar com as palavras: Seja misericordioso como o Pai.)

Canto final: Quero ouvir teu apelo (Ir. Míria Kolling)


1.
Quero ouvir teu apelo, Senhor, ao teu chamado de amor e responder.

Na alegria te quero servir, e anunciar o teu reino de amor.

E pelo mundo eu vou. Cantando o teu amor.
Pois disponível estou para sevir-te, Senhor.

2. Dia a dia, tua graça me dás; nela se apóia o meu caminhar.
Se estás ao meu lado, Senhor, o que, então, poderei eu temer?

deixe um comentário