CR 26 – caminho, conversA?o e seguimento

CR 26 – caminho, conversA?o e seguimento


A plenitude da RevelaA�A?o: Jesus Cristo

A expressA?o mais alta, absolutamente A?nica e definitiva da comunicaA�A?o de Deus A� humanidade, A� Jesus, o Cristo (cl. DV 4). Nele, Deus nA?o se limita a manifestar algo de seu Amor. Deus se dA? a si mesmo. A�Jesus A� a encarnaA�A?o, na natureza humana, do Verbo. A� a prA?pria “Palavra de Deus” feita carne (Jo 1,14).

Jesus Cristo se torna assim, para os homens de todos os tempos, “caminho, verdade e vida” (Jo 14,6). A�SA? por ele se vai ao Pai. Ele A� a plenitude da RevelaA�A?o. Por isso, depois de Jesus, jA? nA?o esperamos novas revelaA�A�es. ?importante, porA�m, observar como Jesus revela o Pai. De novo encontramos a presenA�a de acontecimentos e palavras estritamente unidos. Sua encarnaA�A?o, sua vida terrena, especialmente sua morte e ressurreiA�A?o sA?o fatos em que a fA� reconhece Deus que se revela e se comunica. O sentido desses fatos se torna acessA�vel a nA?s pelas prA?prias palavras de Jesus, que compreendemos com a ajuda do EspA�rito Santo e da Igreja.

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TradiA�A?o, Escritura e MagistA�rio

O que Jesus deixou foi, antes de tudo, uma comunidade viva, a Igreja. Aquela comunidade que Paulo, escrevendo aos CorA�ntios, define como “uma carta de Cristo, entregue aos cuidados do nosso ministA�rio, escrita nA?o com tinta, mas com o EspA�rito do Deus vivo, nA?o em tA?buas de pedra, mas em tA?buas de carne, nos coraA�A�es!” (2Cor 3,3).

Nesta comunidade se conservam as palavras de Jesus, os sacramentos, a oraA�A?o que ele ensinou, a liturgia que se vai enriquecendo aos poucos com as express?es das vA?rias culturas, as diversas manifestaA�A�es da fA� e da caridade cristA?, que originam diferentes modelos de santidade, espiritualidade, transformaA�A?o cristA? da civilizaA�A?o e da cultura (cl. DV 8).

Um lugar A?nico ocupa, dentro da TradiA�A?o, a Sagrada Escritura. Nas comunidades cristA?s primitivas, fundadas pelos ApA?stolos, o EspA�rito Santo inspirou aqueles escritos que nA?s conhecemos como o “Novo Testamento”. Neles a Igreja reconheceu, junto com os livros do povo de Israel, o “Antigo Testamento”, o testemunho autA?ntico da RevelaA�A?o divina. Reconhecendo que a Sagrada Escritura A� “a Palavra de Deus redigida sob a moA�A?o do EspA�rito Santo” (DV 9), a Igreja a venera e a escolhe, junto com a TradiA�A?o como suprema regra de sua fA� (DV 21). TradiA�A?o e Escritura devem ser consideradas como um todo, pois ambas procedem de Deus e tA?m como finalidade a comunhA?o dos homens com ele.

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FA� e Comunidade MissionA?ria

Na comunidade da Igreja, a Palavra de Deus estA? viva hoje. Deus, fiel A�s suas promessas, continua convidando os homens A� comunhA?o com ele.

Acolher a Palavra, aceitar Deus na prA?pria vida, A� dom da fA�. Ele exige, porA�m, certas condiA�A�es por parte do homem. Elas podem ser resumidas com duas palavras evangA�licas: conversA?o e seguimento. A fA� A� como uma caminhada. Mais exatamente: A� seguir o caminho de Jesus. O que os discA�pulos fizeram pelos caminhos da GalilA�ia e da JudA�ia atA� a Cruz, acompanhando fisicamente Jesus e comungando sempre mais de sua vida e de seu ideal, deve ser, refeito hoje, em nosso meio. A� o programa que nos propA�em os Evangelhos. Eles foram escritos, nA?o apenas para recordar o itinerA?rio terreno de Jesus. mas para fazer dele o roteiro ideal de caminhada de todo o discA�pulo. A� evidente, nisso, que a fA� nA?o A� sA? uma adesA?o intelectual, um conhecimento da doutrina de Jesus. Ela A� uma opA�A?o de vida, uma adesA?o de toda a pessoa humana a Cristo, a Deus e a seu projeto para o mundo.

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A aceitaA�A?o e o seguimento de Jesus sA?o uma opA�A?o profundamente pessoal. Ao mesmo tempo, porque a pessoa se realiza no relacionamento e no amor, o seguimento realiza-se na comunidade fraterna. Seguir a Jesus A� juntar-se, fraternalmente, aos outros discA�pulos. Assim a fA�, nascida na comunidade da Igreja, renova permanentemente a prA?pria comunidade a partir da sua raiz profunda, a comunhA?o com Deus, e gera novas comunidades eclesiais.

ExperiA?ncia humana e RevelaA�A?o

“Ao apresentar sua mensagem renovada, a Catequese deve manifestar a unidade do plano de Deus. Sem cair em confusA�es ou em identificaA�A�es simplistas, deve-se manifestar sempre a unidade profunda que existe entre o projeto salvA�fico de Deus realizado em Cristo e as aspiraA�A�es do homem; entre a histA?ria da salvaA�A?o e a histA?ria humana; entre a Igreja, Povo de Deus, e A�s comunidades temporais; entre a aA�A?o reveladora de Deus e a experiA?ncia do homem; entre a histA?ria da salvaA�A?o e a histA?ria humana; entre a aA�A?o reveladora de Deus e as comunidades temporais; entre a aA�A?o reveladora de Deus e a experiA?ncia do homem; entre os dons e carismas sobrenaturais e os valores humanos. Excluindo, assim, toda a dicotomia ou dualismo nA?o cristA?o, a Catequese prepara a realizaA�A?o progressiva do Povo de Deus” (MedellA�n Cat. 4; DCG 8)

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MissA?o e formaA�A?o do catequlsta

Como bom comunicador, o catequista nA?oA�fala sozinho. Ele desperta e provoca a palavra dos membros da comunidade. O catequista dedica-se de modo especA�fico ao serviA�o da Palavra, tornando-se porta-voz da experiA?ncia cristA? de toda a comunidade; “0 catequistaA�A�, de certo modo, o intA�rprete da Igreja junto aos catequizandos Ele lA? e ensina a ler os sinais da fA�, entre os quais o principal A� a prA?pria Igreja” (DCG 35). Desenvolve um verdadeiro ministA�rio, um serviA�o A� comunidade cristA?, sustentado por um especial carisma do EspA�rito de Deus.

Quando catequiza, ele o faz em nome de Deus e da comunidade profA�tica, em comunhA?o com os pastores da Igreja. Anuncia a Palavra, denuncia o que o que impede o homem de ser ele mesmo e de viver sua vocaA�A?o de filho de Deus. Ajuda a comunidade a interpretar criticamente os acontecimentos, proporcionando-Ihes a reflexA?o e explicitaA�A?o da fA�. Convida a comunidade a libertar-se do egoA�smo e do pecado e a celebrar a sua fA� na RessurreiA�A?o. De profunda espiritualidade, falarA? mais ainda pelo exemplo do que pelas palavras que profere.

O catequista deve viver sua experiA?ncia cristA? e sua missA?o dentro de um grupo de catequistas, que darA? continuidade A� formaA�A?o e oferecerA? oportunidades para a oraA�A?o em comum, a reflexA?o, a avaliaA�A?o das tarefas realizadas, o planejamento e a preparaA�A?o dos trabalhos futuros. Assim, o grupo de catequistas expressa mais visivelmente o carA?ter comunitA?rio’ da tarefa catequA�tica.

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