Evolucionismo

Evolucionismo e teoria do Big Bang


A origem do homem e da vida são grandes questões da humanidade e sempre foram um embate entre ciência e religião, por isso, nem sempre foram vistas com bons olhos pelos papas.

A Teoria da Evolução (evolucionismo) afirma que todos os seres vivos atuais descendem dos primeiros organismos celulares que evoluíram ao longo de bilhões de anos, e que o principal mecanismo responsável pelo surgimento das características desses seres é a seleção natural. O principal cientista ligado ao evolucionismo foi o inglês Charles Robert Darwin (1809-1882), que publicou, em 1859, a obra “A Origem das Espécies”.

Já a Teoria do Criacionismo é a explicação cristã para a criação do homem e afirma que o Universo é tão complexo que não foi gerado ao acaso. A história da criação do universo por Deus é contada no livro de Gênesis. Segundo a Bíblia, depois que Deus criou céu e terra, ele criou o homem a partir do barro.

Nos Estados Unidos, alguns municípios com comunidades religiosas mais fundamentalistas ensinam o criacionismo nas escolas e repudiam o ensino da teoria de Darwin nas aulas de ciências. O governo do Reino Unido, por outro lado, proibiu o ensino do criacionismo como teoria.

Para o papa Francisco é possível a coexistência das teorias do criacionismo e evolucionismo, uma postura rara entre pontífices e católicos em geral. Durante uma assembleia da Pontifícia Academia de Ciências, no Vaticano, o pontífice disse que a Teoria do Big Bang (segundo a qual uma explosão há 15 bilhões de anos teria originado o universo) não se opõe à ideia de um criador divino, já que ela exigiria um criador. Da mesma forma, a evolução das espécies exigiria que os seres tivessem sido criados antes.

Sobre as interpretações da Bíblia, Francisco afirmou que não se deve fazer uma leitura literal e que “quando lemos a respeito da criação em Gênesis, corremos o risco de imaginar que Deus era um mágico, com uma varinha capaz de fazer tudo. Mas isso não é assim”.

Outros papas se mostraram tolerantes a essas teorias, como Pio 12 (1876-1958) e João Paulo 2º (1920-2005), que chegou a declarar que a evolução era um “fato comprovado”. Bento 16, o antecessor de Francisco, não desconsiderava a teoria, mas tinha a crença de que era preciso um elemento maior para colocar o universo em ordem. Para ele, existiria um “design inteligente” na evolução, ou seja, a mão de Deus.


Carolina Cunha