Jogos e Brincadeiras

Jogos e Brincadeiras 


Os jogos ou brincadeiras são formas de despertar o interesse e a boa educação para a convivência.

Tanto a criança, como o jovem e adulto gostam de jogos. Então, por que não aproveitá-los na catequese?

É importante esclarecer que, em jogos catequéticos, não há prêmios para os vencedores. Os participantes necessitam sentir a alegria e a gratuidade da convivência e da participação.

O valor do jogo é apresentado por Maria Salete Pereira em seu livro “Jogos na escola, nos grupos e na catequese”:

  • é fonte sadia de realização e diversão;
  • é maneira de desenvolver-se fisicamente;
  • é estímulo ao progresso, ao desenvolvimento da personalidade;
  • é aprendizado para a vida em sociedade;
  • é descoberta de capacidades e limites;
  • é meio de cura para traumas e complexos;
  • é descoberta do valor da pessoa humana;
  • é respeito pelo ser de cada um.

 

Jogos:

Podem ser em forma de corrida, esconde-esconde, de perseguição, arremessos…

Corrida de colheres – Cada jogador equilibra uma bola de tênis (ou ovo ou qualquer bolinha) em uma colher de sobremesa e corre até uma linha demarcada no chão. O primeiro que conseguir colocar a bola em um recipiente disposto depois da linha, sem deixar cair, é o vencedor.

Lobo – Demarca-se uma zona neutra. Um jogador é escolhido para ser o lobo. Os outros participantes formam um círculo em torno dele e falam: “Lobo, você está pronto?”. Ele responde dramatizando a ação: “Não, acabei de acordar e tenho que pôr minhas meias”.Os participantes do círculo continuam fazendo perguntas: “Você está pronto?” A cada pergunta, o lobo inventa uma nova desculpa para retardar o início do jogo até que, de surpresa, ele grita: “Estou pronto: e lá vou eu!…” E tenta agarrar um dos participantes antes que ele chegue à área neutra, para onde todos os jogadores devem correr, para não serem pegos pelo lobo. O participante que for pego, será o novo lobo, ou sairá da brincadeira.

A cauda do dragão – Os participantes formam uma coluna, colocando as mãos na cintura do participante que está à sua frente. O que estiver na frente, será a cabeça do dragão e o último, a cauda. Quando o líder der um sinal, a cabeça tenta pegar a cauda, movimentando a coluna de modo a não quebrá-la. Assim que a cabeça pegar a cauda, este último sai do jogo. O jogo continua até que sobrem 2 jogadores.

Esquema de trabalho:

1 – Fazer um levantamento de jogos e brincadeiras conhecidas e ou usadas na catequese (jogos populares, cantigas de rodas…).

2 – Escrevê-los (se forem animadores ou catequistas) e discuti-los como podem ser recriados e retrabalhados no grupo ou na catequese.

3 – Levantar os objetivos que queremos alcançar, os conteúdos, os valores a serem trabalhados.

4 – Pensar no desenvolvimento e no processo do jogo.

5 – Provocar uma reflexão sobre os valores e os contra-valores, percebidos no jogo. (Quem são os personagens? Como se comportaram? Com quem nós nos parecemos? O que eles nos ensinam?).

6 – Refletir a brincadeira, ligando com algum conteúdo ou texto bíblico.

7 – Avaliar, a partir dos objetivos propostos, para cada jogo, ou brincadeira.

8 – Avaliar a condução do processo na troca de saber, a participação, cooperação, o crescimento como pessoa e como grupo. 


Ir. Marlene Bertoldi

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