Jubileu Extraordinário da Misericórdia

Por que um
Jubileu Extraordinário da Misericórdia?


Para recordar que a misericórdia é a síntese da revelação e da fé. Para o Papa Francisco, a misericórdia é a síntese da revelação de Deus. No seu lema episcopal – miserando atque elegendo – recorda o momento em que Jesus olhou Mateus com misericórdia e o escolheu. Aprendemos que Deus é todo poderoso. Mas, insiste o papa, a onipotência divina se revela precisamente na misericórdia, no perdão, na paciência (nº 8).

Para anunciar a misericórdia no mundo de hoje. O mundo de hoje tem uma carência muito grande do amor e da misericórdia de Deus. É escassa a experiência do perdão e da caridade.
Já o papa São João Paulo 11 que a cultura atual esqueceu-se da misericórdia, que o desenvolvimento da ciência e da técnica faz o ser humano um dominador de tudo, que não deixa espaço para a misericórdia. Daí a necessidade de a Igreja centrar o anúncio do Evangelho na proclamação da misericórdia divina.

Tudo e todos na Igreja devem irradiar misericórdia. Paróquias e comunidades, associações e movimentos e todos os segmentos da Igreja devem tornar-se um oásis de misericórdia (nº 11-12).

Para aprendermos a ser misericordiosos como o Pai. A misericórdia divina é o critério para saber quem são os verdadeiros filhos de Deus. Somos chamados a viver de misericórdia, porque, primeiro, foi usada misericórdia conosco. O perdão das ofensas e o amor misericordioso tornam-se imperativo da vida cristã. A misericórdia é um ideal de vida e critério de credibilidade para a nossa fé. Se Deus foi misericordioso conosco e se experimentamos essa misericórdia, devemos também nós tornar-nos misericordiosos com os irmãos. Por tudo isso, o papa Francisco escolheu como lema do Jubileu a frase de Jesus: “misericordiosos como o Pai” (Lc 6,36) (nº 13-14).

Para sermos nós mesmos um sinal de misericórdia. O papa pede que contemplemos sempre o mistério da misericórdia, a fim de que nós mesmos nos tornemos sinal eficaz do amor do Pai. O Jubileu da Misericórdia é um tempo favorável para que se torne mais forte o testemunho dos crentes a respeito do amor misericordioso do Pai (nº 2-3).


Pe. Vitor Feller / Jornal da Arquidiocese, março de 2016.

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