Mensagem do Papa Francisco: Congresso Internacional de Catequese

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO

Congresso Internacional de Catequese


O Papa Francisco sempre esteve muito atento e presente ao que se refere à dimensão bíblico catequética.

Ao falar no congresso internacional de catequese, a catequistas de 51 nações, o Papa Francisco chamou atenção sobre alguns pontos que precisam ser refletidos constantemente.

O Papa, nas entrelinhas deste discurso, destacou a importância de uma espiritualidade do seguimento de Jesus.

Alguns pontos para meditarmos:

1 – Diz: “Eu também sou catequista”. Na sua humanidade se iguala a milhões de anunciadores da Boa Nova de Jesus Cristo. Coloca para si o grande compromisso de batizado “Ai de mim se não anunciar o Evangelho” (1 Cor 9,16).

2 – “A catequese é um dos pilares para a educação da fé”. Valoriza esta dimensão da Igreja como algo prioritário e ainda diz: “A fé é o melhor legado que podemos deixar” para a geração presente e futura.

3 – “Precisamos de bons catequistas”. O que é ser bom catequista? A nossa Igreja, hoje necessita de muitos jovens e adultos de fé convicta que encarnaram em sua vida, Jesus Cristo e com um coração aquecido por ele querem que outros também se enriqueçam com o dom da fé. “O catequista tem consciência de que recebeu o dom da fé e dá-la como um presente para os outros”.

4 – “Ser catequista é dar testemunho de fé, ser coerente na sua vida”.

Hoje, o papel de catequista é estendido, além daquela pessoa que se dedica diretamente ao anúncio da verdade. Porém, aqui colocamos também, a responsabilidade aos pais, às lideranças ao clero e a toda a comunidade cristã. O testemunho não precisa de palavras, mas sim, de atitudes de vida. “Que as pessoas possam ver e ler em nós o Evangelho”. Ser a memória de Deus, como fez Maria no encontro com sua prima Izabel. Esta percebeu em Maria a presença do Senhor: “Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar”? (Lc 1,43).

5 – “Recomeçar a partir de Cristo, por meio do amor que Ele nos dá”.

Partir de Cristo significa partir da sua pessoa, modelo, mestre, vida, caminho, verdade, projeto… Ele nos convida e nos envia. “Eu vim para dar vida a todos e para que a tenham em plenitude”. (Jo 10,10).

“Ele caminha ao nosso lado, manifestando-nos o sentido dos acontecimentos, da dor e da morte, da alegria e da festa. A vida em Cristo inclui a alegria de comer juntos, de trabalhar e de aprender, a alegria de servir a quem necessite de nós”. (DAp 356).

Neste ano, você é convidado a conhecer amar e transmitir com convicção a pessoa de Jesus Cristo. Não tenha medo, (Lc 1,30) “ pois eu estarei com você todos os dias” (Mt 28,20). (Continua no próximo número)

Ir. Marlene Bertoldi


A CRUELDADE DO TRÁFICO HUMANO

A Campanha da Fraternidade é uma iniciativa da Igreja Católica do Brasil, e teve início no ano de 1962. Acontece sempre no período da Quaresma e se prolonga ao longo do ano. Seu objetivo é despertar a sensibilidade dos cristãos e da sociedade em relação a situação desafiadora que envolvem a sociedade brasileira. Além de apontar os problemas através de estudo, procura buscar caminhos de solução. A cada ano é escolhido um tema, que define a realidade a ser transformada, e um lema, que indica cominhos possíveis de transformação.

Neste ano, foi escolhido como tema a Fraternidade e Tráfico Humano e como lema: Para a Liberdade que Cristo nos Libertou (Gl 5,1).

Por que a escolha deste tema?

É preciso que a sociedade brasileira tome consciência deste crime hediondo cometido contra milhares de pessoas. Trata do cerceamento da liberdade e o desprezo da dignidade, fazendo das pessoas mercadoria.

Este crime é fruto da cultura em que vivemos, cultura esta que leva as pessoas a pensarem nelas mesmas, somente no seu bem estar, não percebendo os gritos, as dores dos outros.

O Papa Francisco compara esta cultura do bem estar a bolhas de sabão: são bonitas, mas não são nada. São pura ilusão do fútil, do provisório.

Os criminosos deste tráfico exploram pessoas em várias atividades: sexo, remoção de órgãos, serviços domésticos e agrícolas, entretenimento, confecção, adoções ilegais…

Deus nos diz que “somos à imagem e semelhança sua” (Gn 1,26). Como escravizar alguém feito à imagem de Deus?

Na carta aos gálatas encontramos “É para a liberdade que Cristo nos libertou”(Gl 5,1). A liberdade é um dom precioso que Deus nos deu. É através dela que transparece a grandeza, a beleza e a dignidade humana. Todas as amarras, tudo o que escraviza desfigura o homem e a mulher.

A realidade do Tráfico Humano é uma prática tão sutil e camuflada entre grupos aliciadores que até o presente não se tem dados precisos do número de vítimas. Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que cerca de quatro milhões de pessoas são vítimas das redes do tráfico humano por ano no mundo.

Creio que esta realidade presente em nosso meio, não nos deixará de braços cruzados, e indiferentes, sobretudo se levamos em conta o grande Amor de Jesus que veio para resgatar a nossa Liberdade.

O que podemos fazer?

1 – Tratar toda pessoa com respeito, cuidado e acolhida.

2 – Ter o coração do bom samaritano. Socorrer vítimas que sofreram agressões, maus tratos, abandono…

3 – Ser uma presença que consola à alguém que precisa de ajuda, vítima de exploração sexual.

4 – Trabalhar junto aos adolescentes e jovens dando-lhes noções de direitos humanos.

5 – Conscientizar crianças e adolescentes que podem ser vítimas de aliciadores via celular e internet.

Jesus nunca relativizou a dor e a aflição humana, mas sempre moveu-se de compaixão e misericórdia. Que nosso coração seja tão sensível quanto foi e é o de Jesus.


Irmã Maria Aroni Rauen / Irmã Marlene Bertoldi

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