Natal: Festa do Encontro

Natal: Festa do Encontro


O natal cristão celebra a vida, que se faz presente no “Verbo que se fez carne”(Jo 1,14).

É importante entender como se celebra o natal, hoje. Esta festa configura-se ao estilo pagão, materialista, consumista da nossa sociedade. Jesus perdeu seu espaço, num mundo onde o importante é o ter. Qual o lugar do pobre em nossa sociedade? Tem vez o humilde e o sofredor? Existem muitas leis que protegem as crianças, mas quantas crianças vivem num submundo de adultos drogados, sem sentido de vida? Para muitos, a criança é o hoje, mas também o futuro. Será?

Compreendida esta realidade que nos cerca, é preciso dar visibilidade a um Deus que se fez carne por amor. O mistério da encarnação só é entendido no amor: “Deus tanto amou o mundo que enviou seu filho único” (Jo 3,16). A força de amar infinitamente traz Deus de sua transcendência até a intimidade com o pobre.

Precisamos entender que “A encarnação de Deus supõe a primazia da caridade, tal qual o próprio Jesus nos ensinou: “Faze aos outros o que queres que façam a ti” (Mt 7,12).

Feita esta introdução apresentaremos uma dinâmica que motivará para a vivência do amor, como algo prático neste natal.

A nossa vida pode parecer uma árvore de natal cheia de corações que praticam atitudes de amor.

1- Preparar um pequeno pinheiro, ou pequena planta em um vaso.

2- Recortar corações de papel colorido e passar um fitilho para após ser pendurado.

3- Disponibilizar um coração para cada catequizando, que colocará seu nome. Do outro lado do coração colocar uma palavra, respondendo à pergunta: Como Jesus pode nascer em nosso coração? Os participantes colocarão uma palavra que constitua uma atitude que vem do coração de Jesus. Ex: amor, coragem, amizade, compreensão, tolerância, ajuda, carinho, ternura, partilha, paz, harmonia, sinceridade, alegria, acolhida….

4 Cada participante coloca seu coração de papel na árvore. Pede-se em seguida que cada um vá até a árvore retire um coração que não pode ser aquele de seu nome. Não comunicar a ninguém o nome do coração que retirou da árvore.

5- Após, o próprio catequista começa a revelar o amigo que recebeu, dando algumas características bonitas do catequizando (de bondade, aprendizado, atenção, amor a Jesus, respeito aos outros, responsabilidade…) e o grupo adivinhará de quem se trata.

6- Sempre que o grupo adivinhar o nome correspondente ao coração, os dois se abraçam e quem tinha o nome do colega, entregará um bombom ou um saquinho de bala e abraçará o amigo.

Esta dinâmica dará condições de estreitar as relações de amizade, valorizar o sentido do natal, e perceber que nesta festa a centralidade está em Jesus que cheio de amor nos manda viver a fraternidade e a paz.

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Irmã Marlene Bertoldi, iic

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