O Caminho da Espiritualidade

O Caminho da Espiritualidade


o-caminho-a-espiritualidade_2
MoisA�s, a�?permaneceu firme, inabalA?vel, como se visse o invisA�vela�? (Hb 11,27)

1. Leitura Orante do texto: Ex 33, 7-23

A Palavra de Deus estA? bem perto de ti, na tua boca, no teu coraA�A?o, ao teu alcance e tu podes colocA?-la em prA?tica. (Dt 30,14). Ela aquece o coraA�A?o, ilumina os olhos, e conduz os passos na direA�A?o do Projeto de Deus.

CenA?rio: Uma tenda armada no deserto.A� SA�mbolos: A?gua, BA�blia, vela, figuras da realidade do povo da BA�blia e de hoje, de pessoas em oraA�A?o, frases do texto e sobre espiritualidade (Ex 33 a�� 34).

MotivaA�A?o inicial: A Palavra de Deus A� fonte de Espiritualidade. Podemos tratar o tema da Espiritualidade BA�blica, a partir da experiA?ncia espiritual de personagens paradigmA?ticos como AbraA?o, MoisA�s ou dos profetas. E no Segundo Testamento, a partir de Jesus, de Maria e Paulo. Tudo isso, tendo como fio condutor o chamado de Deus e a resposta do ser humano e como ponto culminante Jesus Cristo e o convite ao seu seguimento. Hoje, vamos fazer uma a�?vivA?nciaa�? ou experiA?ncia, neste sentido, por meio da LO do texto de ASx. 33,7-23 Vamos acompanhar um pouco do itinerA?rio espiritual de MoisA�s, aquele que, na trajetA?ria de sua vida, a�?se manteve firme e inabalA?vel como se visse o invisA�vela�? (Hb 11,27). Ele que foi chamado por Deus a uma missA?o especial na libertaA�A?o do seu povo e foi A�chamado de a�?Servo de Deusa��, a quem a�?Ele confiou seu povoa�� (Nm 12,7-8).

OraA�A?o introdutA?ria: Entrada com a vela e outros sA�mbolos para colocar no cenA?rio.

Mantras. Canto: O Povo de Deus, no deserto andava…; Sl 42 ou 25.

1) MOMENTO EM CONJUNTO

1. LEITURA DO TEXTO: ASx 33, 7-23

O que diz o texto em si?

– Silenciar diante da Palavra que lemos e ouvimos.

– Repetir frases, expressA�es, palavras mais fortes, que tocaram o coraA�A?o.

– Aproximando-se mais do texto: perceber o cenA?rio, a linguagem, a simbologia, os personagens, aA�A�es e atitudes do povo e de MoisA�s com Deus e com o povo.

Momento de partilha (breve momento de partilha).

2.A�MEDITAA�A?O

O que o texto A�fala para mim, para nA?s hoje?

Atualizar a Palavra, trazendo o texto para a vida pessoal e comunitA?ria, para a sua missA?o na famA�lia, na comunidade, na catequese…

Contextualizar o texto de ASx 33, 7-23: recordando quem A� MoisA�s e sua experiA?ncia do chamado para a missA?o junto ao povo, do meio da sarA�a ardente (ASxA� 3, 1-15).

– O que chama a atenA�A?o na experiA?ncia de relacionamento de MoisA�s com Deus?

– Qual A� sua experiA?ncia de Deus? Como vocA? se relaciona com Ele no dia a dia e nos momentos de oraA�A?o?

A�

2) MOMENTO PESSOAL

MEDITAA�A?O a�� CONTEMPLAA�A?O a�� ORAA�A?O E COMPROMISSO:

  • Como MoisA�s, e o Servo de Deus segundo IsaA�as (Is 50,4-5), procure armar sua a�?Tenda Espirituala��, entrar nela, dispor-se a ouvir o que o Senhor tem a lhe dizer, por meio de sua Palavra. Invoque o EspA�rito Santo. Traga, para a sua oraA�A?o lideranA�as da sua comunidade, catequizandos; apresente a Deus os desafios de sua missA?o como catequista; a situaA�A?o da comunidade, da Igreja, do Brasil e do mundo.
  • Leia novamente o texto de ASx. 33, 7-23. Observe a familiaridade como MoisA�s se relaciona com Deus. A reaA�A?o do povo ao observar MoisA�s, ao sair da tenda. Se quiser, vocA? pode relacionar o texto lido com Ex 34, 28-35. Este texto fala que MoisA�s, apA?s longo tempo de oraA�A?o na presenA�a de Deus, no Monte Sinai, voltou transfigurado, com o rosto brilhante e o povo percebeu que algo de admirA?vel acontecera com ele.

*Depois, ler o texto que segue, para ajudA?-lo/a a aprofundar a sua meditaA�A?o, oraA�A?o e contemplaA�A?o.

A ORAA�A?O DE MOISA�S E SEUS PEDIDOS A DEUS (Ex 33, 7-23)

MoisA�s A� chamado de Servo de Deus, a quem Ele confiou seu povo (Nm 12,7-8). Um lA�der tomado por uma dupla paixA?o: pelo Deus do povo e pelo Povo de Deus. Ele e seu povo tinham seus a�?espaA�os sagradosa�� para a oraA�A?o, no encontro A�ntimo com o Senhor, de modo especial, a Montanha e a Tenda da ReuniA?o. A tenda, nA?o era o lugar da residA?ncia fixa de Deus, mas simplesmente sA�mbolo da sua presenA�a constante no meio do povo. Era o ponto ou espaA�o do encontro entre Deus e seu servo MoisA�s e com seu povo (Ex 29,42-43). De modo que a�?aquele que tinha que consultar a JavA�, saA�a do acampamento para a Tenda da ReuniA?oa�? (33,7b). O sA�mbolo da Tenda fala da trajetA?ria do Povo de Deus de ontem e hoje, povo peregrino, sempre a caminho. Ao mesmo tempo, nos remete A� imagem de um Deus itinerante, caminheiro e peregrino, sempre em busca do seu povo, presente e atuante na sua caminhada histA?rica. Era ali, que MoisA�s e seu povo, buscavam na intimidade com Deus, forA�a, luz e orientaA�A?o, para um discernimento acertado a respeito das decisA�es a serem tomadas, sobretudo nos momentos cruciais e mais decisivos da caminhada.

MoisA�s tem consciA?ncia de sua forA�a e da sua fraqueza, das suas limitaA�A�es. Por isso mesmo, busca forA�a e iluminaA�A?o em Deus; partilha, responsabilidades e preocupaA�A�es com outras lideranA�as. Em momentos de desA?nimo, busca apoio, conforto e conselho nos amigos, nas lideranA�as e no povo. Na sua oraA�A?o, MoisA�s solicita muitas coisas a Deus, como mediador que sabe das necessidades do povo. Como amigo de Deus, sabe que pode contar com seu auxA�lio, sobretudo nos momentos difA�ceis e cruciais da sua missA?o. Por isso, recorre a Ele com confianA�a, na certeza de ser atendido. Ao ler o texto que segue, observar os vA?rios pedidos de MoisA�s e as respostas de Deus. Cada um dos seus pedidos estA? relacionado A� sua missA?o e cheio de grandes ensinamentos:

  • Mostra-me teus caminhos (33,13). Faze-me entender teus desA�gnios misteriosos. Descobre-me os teus segredos, revela-me a tua vontade. A� como se dissesse: Faze-me compreender a tua lA?gica a�?ilA?gicaa�?, para mim. Este pedido mostra que MoisA�s tinha consciA?ncia de suas limitaA�A�es e nA?o sabia tA?o bem como e por onde guiar o povo.
  • Vem caminhar conosco (v 1). Se nA?o vieres pessoalmente, nA?o nos faA�as subir… (v 15). Subir dA? idA�ia de um empreendimento cheio de dificuldades, obstA?culos, que causa cansaA�o, medo. MoisA�s lembra do trato de Deus com ele na sarA�a ardente: a�?Eu estou com vocA?a�? (ASx 3, 12).
  • VA? que esta gente A� teu povo (13). MoisA�s tem consciA?ncia de que A� apenas mediador entre Deus e seu povo, um povo dedicado a JavA�, sua a�?propriedade exclusivaa�? (Ex 19,15). Povo eleito, tutelado, vinculado a Ele, por AlianA�a Sagrada (Ex 19-24). Deus jamais o abandonarA?. MoisA�s nA?o faz do seu povo uma posse sua, mas vai alA�m e permite a Israel ser livre e responsA?vel por suas decisA�es e pela prA?pria caminhada.
  • Deixa-me ver tua GlA?ria (v 18). A experiA?ncia do a�?Deus vivoa�? da sarA�a ardente marcarA? a vida de MoisA�s. FreqA?entemente, subia A� montanha (34, 1-8) ou entrava na fenda da rocha (v 22-23), para encontrar-se com Ele. Sua uniA?o e intimidade com Deus era tA?o grande, que seu rosto brilhava (Ex 34, 29-.35), porque refletia o esplendor da santidade divina. Seu desejo de ver a face de Deus, parece louvA?vel, mas encerra um engano sutil: querer percebA?-lo em forma e a cores; A� impossA�vel abarcar o mistA�rio de Deus, com o prA?prio entendimento. ContA?-lo na prA?pria idA�ia sobre ele, seria querer apossar-se de Deus. Isso o impediria de descobrir novas facetas do insondA?vel mistA�rio, no cotidiano da vida.

Continuar a meditaA�A?o e contemplaA�A?o

  1. Parar, contemplar e saborear a cena de MoisA�s entretendo-se com Deus, que a�?fala com ele face a face, como alguA�m que fala com um amigoa�? muito A�ntimo. Colocar-se na cena junto com MoisA�s e deixar-se envolver e transformar pelo toque da presenA�a terna e amorosa de Deus.
  2. Repetir os pedidos de MoisA�s, como pedidos, acrescentar outros e procurar ouvir, sentir, as respostas de Deus. Como me senti fazendo parte da cena de MoisA�s no encontro orante com Deus?
  3. Pensar, perguntar-se:

Como eu me relaciono com Deus no dia a dia? Como rezo? O que rezo?

– O que aprendi e podemos aprender com a experiA?ncia de MoisA�s, para a prA?tica e o cultivo da prA?pria espiritualidade e para a missA?o na catequese?

– Que luzes, desafios e apelos despontaram para a minha espiritualidade e para a missA?o junto aos catequizandos, pais e comunidade?

  1. ORAA�A?O E COMPROMISSO:

O que vou dizer a Deus, em resposta A� sua Palavra?

  • VocA? pode a�?derramara�� diante de Deus o seu coraA�A?o: preocupaA�A�es diante da realidade de hoje; alegrias, angA?stias, esperanA�as, interrogaA�A�es, sonhos e desejos. Converse com ele como amigo que acolhe e compreende. Dialogue com ele e faA�a sua prece de louvor, sA?plica, agradecimento (se quiser, pode escrever). Se quiser, pode tomar uma frase do texto bA�blico, como mantra para rezar, repetir como mantra (guardar na memA?ria, escrever…).
  • Comprometer-se com o Deus da Palavra, respondendo A�s perguntas: O que este texto me sugere a mudar em minha maneira de me relacionar com Deus, no meu modo de rezar e de cultivar a espiritualidade?
  • Que compromisso vou assumir para cultivar e aprofundar a minha espiritualidade? E para favorecer aos catequizandos a experiA?ncia de encontro com Deus?
  • Se quiser, pode registrar para partilhar em forma de depoimentos, reflexA?o prece, sA�mbolo: como me senti e vivenciei a experiA?ncia de intimidade e encontro com Deus a partir da experiA?ncia de MoisA�s? Que sentimentos, luzes, desafios, apelos surgiram?

ATENA�A?O: VocA? pode registrar, para a partilha: prece, depoimento; frases fortes do texto bA�blico ou do texto de reflexA?o; trazer tambA�m, refrA?o ou mantra, um canto que expressem um pouco da sua experiA?ncia.

Concluir esse momento pessoal, rezando a OraA�A?o que segue.

.:.
ORAA�A?O DO/A EVANGELIZADOR/A

Senhor, coloco-me, agora,
diante da SarA�a Ardente do teu amor
e abro diante de ti, o tapete da minha vida!
Aqui estou, com minha fragilidade, pobreza,
minhas sombras e luzes! Mesmo assim, confias em mim
e me chamas a evangelizar.

Eu te agradeA�o, por tanto amor!
Queima em mim, tudo o que nA?o A� bom.
Fecunda meu Ser, com teu Santo EspA�rito,
para que minha pessoa e minha vida Te revelem a todos.
Assiste-me em minhas tristezas e frustraA�A�es!
Recebe minhas alegrias, meus sonhos,
esperanA�as e realizaA�A�es!

Ajuda-me a ser uma bA?nA�A?o para todos. AmA�m!
(Autor desconhecido)

A�

  1. PARTILHA COM O GRUPO DE FORMA CELEBRATIVA

Com cantos, depoimentos, repetiA�A?o de frases do texto bA�blico e do texto de reflexA?o, preces, sA�mbolos.A�

O QUE A� ESPIRITUALIDADE?

  1. Pela fA�, MoisA�s manteve-se, firme, inabalA?vel, como se visse o invisA�vel (Hb 11,27).
  2. JavA� falava com MoisA�s face a face, como um homem fala com seu amigo (ASx 33,11).
  3. MoisA�s, alguA�m tomado por uma dupla paixA?o: pelo Deus do povo e pelo povo de Deus.
  4. Espiritualidade: vem de EspA�rito, a�?pneumaa�? que A� sopro de vida que anima, dA? um ardor, uma chama pela qual Deus age em nA?s e atravA�s de nA?s. (Gn 2,7).
  5. Espiritualidade A� o impulso do EspA�rito, forA�a que unifica interiormente, anima, dA? coragem, entusiasmo e leva a agir para ser testemunhas (At 1,8).
  6. Espiritualidade A� o campo da aA�A?o do EspA�rito Santo. A� a vida segundo o EspA�rito; A� uma maneira simples de viver deixando-se conduzir, guiar pelo EspA�rito Santo.
  7. A� a experiA?ncia de deixar-se envolver pela nuvem, transfigurar, transformar, como pela presenA�a de Deus, como MoisA�s (ASx 34,28).
  8. A� a capacidade da pessoa humana de entrar e viver emA� harmonia consigo mesma, com a�?seu mundo interiora�?, com os outros, com Deus, com a realidade que o cerca e com toda a criaA�A?o.
  9. Espiritualidade nA?o A� algo restrito aos cristA?os, nem monopA?lio das religiA�es, mas uma dimensA?o do ser humano (L. Boff).
  10. A Espiritualidade sustenta valores, motiva atitudes: sensibilidade, amor, compaixA?o, misericA?rdia, ternura, cuidado, capacidade de acolher e perdoar…
  11. Espiritualidade CristA?: A� a experiA?ncia de fA� em Jesus e adesA?o a ele, que se faz experiA?ncia de seguimento a Jesus Cristo.
  12. Espiritualidade cristA? implica em viver na intimidade com Jesus e com Pai e deixar-se guiar pelo EspA�rito. Implica em assumir o estilo de vida de Jesus e continuar sua missA?o.
  13. Espiritualidade cristA? implica em trA?s elementos fundamentais: conversA?o permanente, seguimento de Jesus e intimidade com Ele.
  14. A�Espiritualidade A� o nA?cleo profundo e dinA?mico do ser do catequista: suas motivaA�A�es, seu ideal e utopia, seu ardor missionA?rio, sua paixA?o por Jesus Cristo, contagiam os outros.

o-caminho-a-espiritualidade_3

2. A ESPIRITUALIDADE BA?BLICA E AA�EXPERIASNCIA
ESPIRITUAL DOS PROFETAS

A�

  1. ExperiA?ncia Espiritual na BA�blia

A BA�blia A� a raiz da qual brota a espiritualidade e a seiva da qual ela se alimenta. A� Palavra fecundante, como a chuva que do cA�u desce e faz a semente germinar (Is 55, 10-11). A� produtora de uma experiA?ncia vital e espiritual ou de espiritualidade e de interioridade. Ela se apresenta como texto espiritual, gerador e guia da experiA?ncia espiritual. Para a Sagrada Escritura a experiA?ncia espiritual nA?o A� uma experiA?ncia sobre Deus, mas de Deus e tem dimensA?o pessoal e comunitA?ria. ExperiA?ncia espiritual porque se refere A� relaA�A?o do ser humano com o transcendente, o absoluto, que A� Deus. A� Deus que, por livre e gratuita iniciativa, se comunica ao ser humano na experiA?ncia de fA�, que A� dom de sua parte e compromisso por parte da pessoa, em vista da comunidade e da missA?o.

a�?O itinerA?rio da experiA?ncia espiritual bA�blica estA? centrado em Deus, uno e trino; A� uma experiA?ncia humana, radicada na histA?ria e alimentada no cotidiano das pessoas chamadas A� comunhA?o com Deusa�? (Auth Romi, Vera Ivanise Bonbonato). Um princA�pio bA?sico que sustenta a caminhada do povo de Deus A� a certeza da presenA�a atuante de Deus na histA?ria. A espiritualidade bA�blica estA? centrada na Palavra de Deus, que tem como referA?ncia os protagonistas da histA?ria da salvaA�A?o, na aceitaA�A?o e realizaA�A?o do seu projeto.A� Assim, podemos tratar do tema, a partir da experiA?ncia espiritual de personagens paradigmA?ticos como AbraA?o, MoisA�s ou dos profetas e no Segundo Testamento, a partir de Jesus, de Maria e Paulo. Tudo isso, tendo como fio condutor o chamado de Deus e a resposta do ser humano e como ponto culminante Jesus Cristo e o convite ao seu seguimento.

Destacamos aqui, de forma breve, a espiritualidade profA�tica e concluA�mos, apontando para Jesus, como alguA�m que assumiu uma espiritualidade seguindo a tradiA�A?o profA�tica, colocando, porA�m, indo alA�m, com sua prA?pria marca. O profeta exalta a fidelidade A� revelaA�A?o de Deus na histA?ria. A Espiritualidade profA�tica liga Deus e o ser humano, fA� e vida, oraA�A?o, aA�A?o e contemplaA�A?o, mA�stica e justiA�a social. Provoca o profeta a fazer uma crA�tica A�tica e teolA?gica da realidade social, polA�tica, econA?mica, ideolA?gica, cultural, ecolA?gica, do mundo em que vive. Impulsiona todos a buscarem novas alternativas, a abrir-se ao novo. Conclama a perceberA� cujos sinais da aA�A?o de Deus presentes no meio do povo. (Is 44,19). A� o EspA�rito, aquele que faz novas todas as coisas, nos interpelando.A�

  1. Algumas caracterA�sticas da Espiritualidade ProfA�tica
  2. a) A indignaA�A?o A�tica e a denA?ncia da injustiA�a e o anA?ncio de um a�?novo tempoa�?, uma nova sociedade.

Os profetas denunciam os grupos que abusam do poder polA�tico, econA?mico e religioso. Que exploram, desviam e enganam o povo com promessas ilusA?rias. Alertam contra a ideologia do sistema dominante. Assumem a defesa da vida dos pobres e marginalizados (Am 2, 6-16). Manifestam uma “espiritualidade da indignaA�A?o A�tica” diante da injustiA�a, da opressA?o, da corrupA�A?o. SA?o apaixonados pela causa da justiA�a, e do direito e pelo zelo da fidelidade A� AlianA�a. Falam em nome de Deus e do povo oprimido, sem vez e voz.A� Anunciam a vitA?ria do direito e da justiA�a, de modo que os pobres nA?o mais se sentirA?o envergonhados, mas terA?o a maior alegria diante de JavA� (Is 29, 18-24). Cultivam o sonho de uma nova sociedade de justiA�a, paz, reconciliaA�A?o (Is 65, 17-25). Hoje, Nossa luta em defesa da vida, da justiA�a, solidariedade, tambA�m A� alimentada por uma espiritualidade e uma mA�stica profA�tica, marcada por uma utopia, um desejo e um sonho de justiA�a, amor, paz, liberdade…A�

  1. b) A resistA?ncia diante dos Conflitos

Por causa de suas denA?ncias, o profeta entra em conflitos com muitos e atrai a perseguiA�A?o por parte dos poderosos (cf. 1 Rs 19,1-2; Jr 20,1-2, etc.). A espiritualidade lhe dA? forA�as para resistir diante da perseguiA�A?o, da calA?nia e atA� diante da morte. Em meio A�s situaA�A�es de injustiA�a, opressA?o, incompreensA?o, nA?o desistem de denunciar tudo aquilo que nA?o estA? de acordo com o projeto do Deus da vida e da libertaA�A?o. SA?o capazes de cultivar a esperanA�a em meio A�s situaA�A�es mais dramA?ticas e caA?ticas da vida do povo. Sentem-se chamados por Deus a persistirem na luta para que a justiA�a e o direito seja implantados na terra (Is 42,4).

  1. c) A intimidade com Deus

Os profetas cultivam a intimidade com Deus, que desperta neles a capacidade de ter sempre intuiA�A�es novas, diante dos desafios da histA?ria. E sA?o confrontados a rever seu modo de pensar e agir, de interpretar os acontecimentos e sua imagem de Deus, como o que ocorre com Elias e Jeremias, por exemplo. Elias descobre que pode experimentA?-lo tambA�m na ausA?ncia, no silA?ncio e no meio dos conflitos. Ao mesmo tempo, os profetas vA?o se deixando modelar por ele e se sentem confortados e fortalecidos, para prosseguirem na missA?o, com mais A?nimo e coragem (1 Rs 19,9-18; Jer 20,7).

Jesus retomou a espiritualidade profA�tica e lhe deu sua prA?pria marca. Por isso foi reconhecido como um grande profeta (cf. Lc 24,19). Manifestou profunda indignaA�A?o diante da hipocrisia dos fariseus e doutores da Lei que exigiam do povo o cumprimento de minA?cias da lei, enquanto eles prA?prios nA?o praticavam o principal: a justiA�a, a misericA?rdia… (cf. por ex. Mt 23,13-36 e 25, 31-46). Jesus tambA�m entrou em conflito com ricos e poderosos, fariseus, doutores da Lei, sacerdotes. Foi acusado de endemoninhado (Mc 3,22) e blasfemo (Mc 2,7). Ficou indignado diante da exploraA�A?o e corrupA�A?o no templo (Mc 11,15). Na intimidade com o Pai, encontrou forA�a para ser fiel ao seu projeto, atA� as A?ltimas consequA?ncias, isto A�, A� morte e morte deA� cruz.

Fontes

– CEBI Sul, Espiritualidade BA�blica, Boletim NA? 2, Ano 13, 1994, p. 6-9

– Auth Romi e Bombonatto I. Vera, A minha alma tem sede de Deus, Teologia da espiritualidade, Paulinas, 2013A�

Trabalho em grupos (10 grupos)

GR 1: Mq 3,1-8; 7, 14-20
GR 2: Am 2, 6-16; 5, 21-25
GR 3:A� Jr 7,1-11
Gr 4: . Ez 37,1-14
GR 5: Os 11,1-11; 6,6
GR 6: Is 42,1-9; 18-24
GR 7: Jr 31,1-14
GR 8: Is 49,1-16
GR 9: Jr 20, 1-13; 1, 17-19
GR 10: Is 65, 17-25

Tarefa:

  1. Ler o texto, recordar e perceber: o que o profeta denuncia? O que anuncia?
  2. Relacionando o texto com a vida e a realidade de hoje, o que temos a dizer?
  3. A partir do texto, identificar: Qual A� o rosto ou a imagem do Deus no qual o profeta acredita e anuncia na sua missA?o junto ao povo?
  4. Escolher e preparar uma A�destas formas de apresentar o resultado do trabalho do seu grupo: Cartaz, teatro, programa de TV, discurso do profeta sobre o conteA?do da sua profecia, poesia, canA�A?o, jogral, entrevista com o profeta, programa de RA?dio, faixas com escritos das conclusA�es do grupo, monA?logo do profeta frente A� realidade do povo ou outra forma criativa.

PlenA?ria: Cada grupo tem atA�, no mA?ximo, 5 minutos para apresentar.

o-caminho-a-espiritualidade_4

3. EVANGELIZADORESA�COM ESPA?RITO

CapA�tulo V daA�Evangelii Gaudium (EG).

O Papa Francisco fala, neste capA�tulo do seu Documento, sobre a Espiritualidade dos Evangelizadores e Evangelizadoras. Como batizados, todos sA?o responsA?veis pela missA?o evangelizadora da Igreja: leigos e clero, religiosas e religiosos. E vocA?, catequista, que tem um papel muito importante no processo de evangelizaA�A?o, sinta-se contemplada nestas palavras do Papa:

Seguem algumas das frases mais fortes da Evangelli Gaudium

– Dividir em 20 grupos

– Cada grupo: Ler a frase, refletir, destacar e comentar o que ficou mais forte. A�

– Discutir as questA�es abaixo relacionando a frase com sua experiA?ncia pessoal na vivA?ncia da espiritualidade e no desempenho da sua missA?o, apA?s partilhar com o grande grupo:A�

  • O que lhe dA? forA�a, A?nimo, entusiasmo, e sustenta no dia a dia de sua vida e da sua missA?o como catequista?
  • Como vocA? alimenta a sua espiritualidade?A�
  1. Evangelizadores com EspA�rito, quer dizer, Evangelizadores que se abrem, sem medo, A� aA�A?o do EspA�rito Santo (259).
  2. O EspA�rito Santo infunde forA�a para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia, em voz alta e em todo tempo e lugar, mesmo contra a corrente (259).
  3. Evangelizadores que anunciem a Boa Nova, nA?o sA? com palavras, mas, sobretudo com a vida transfigurada pela presenA�a de Deus (259).
  4. SA?o pessoas capazes de uma aA�A?o evangelizadora mais ardorosa, alegre, generosa, cheia de amor atA� o fim e feita de vida contagiante. Mas nenhuma motivaA�A?o serA? autA?ntica, se nA?o arder no coraA�A?o o fogo do EspA�rito (261).
  5. Evangelizadores com EspA�rito, que rezam e trabalham, com compromisso missionA?rio e uma espiritualidade que transforme o coraA�A?o. A Igreja nA?o pode dispensar o a�?pulmA?o da oraA�A?oa�� (262).
  6. Sem momentos prolongados de adoraA�A?o, encontro orante com a Palavra, diA?logo com o Senhor, as tarefas se esvaziam, quebramo-nos com o cansaA�o e o ardor apaga-se (262).
  7. A� preciso rejeitar uma espiritualidade intimista e individualista que nA?o combina com as exigA?ncias da caridade e impede dedicaA�A?o da vida A� missA?o (262).
  8. A primeira motivaA�A?o para evangelizar A� o amor que recebemos de Jesus, aquela experiA?ncia de sermos salvos por ele, que nos impele a amA?-lo cada vez mais (264).
  9. A�s vezes, perdemos o entusiasmo pela missA?o, porque esquecemos que o Evangelho dA? resposta A�s necessidades mais profundas das pessoas, porque todos fomos criados o que ele propA�e: a amizade com Jesus e o amor fraterno (265).
  10. O verdadeiro discA�pulo missionA?rio, sabe que Jesus caminha com ele/a, fala com ele/a, respira com ele/a, trabalha com ele/a. Sente Jesus vivo com ele, no meio da tarefa missionA?ria ( 266).
  11. Evangelizadores com EspA�rito desenvolvem o prazer espiritual de aproximar-se da vida das pessoas, atA� descobrir que isso se torna fonte de alegria superior (268).
  12. A missA?o A� paixA?o por Jesus e simultaneamente, paixA?o pelo seu povo. Quando paramos diante de Jesus crucificado, reconhecemos que o seu amor nos dignifica e sustenta (268).
  13. Olhando para Jesus crucificado, percebemos que seu olhar se alonga e se dirige cheio de afeto e ardor, a todo o seu povo. Ele quer servir-se de nA?s para chegar cada vez mais perto do seu povo amado (268).
  14. Fascinados por Jesus, queremos nos inserir na vida do povo, partilhar a vida com todos, ouvir suas preocupaA�A�es, alegrar-nos com os que estA?o alegres, chorar com os que choram (269).
  15. A�s vezes, sentimos a tentaA�A?o de ser cristA?os, mantendo prudente distA?ncia das chagas do Senhor. Jesus quer que toquemos a carne sofredora dos outros (270).
  16. Se queremos crescer na vida espiritual, nA?o podemos renunciar a ser missionA?rios. A tarefa da evangelizaA�A?o enriquece a mente e o coraA�A?o, abre-nos horizontes espirituais, torna-nos mais sensA�veis para reconhecer a aA�A?o do EspA�rito (272).
  17. A missA?o no coraA�A?o do povo nA?o A� uma parte da minha vida, nem um apA?ndice. A� algo que nA?o posso arrancar de mim. Eu sou missA?o nesta terra e para isto estou neste mundo (273).
  18. A� preciso nos considerar como que marcados a fogo para essa missA?o de iluminar, abenA�oar, vivificar, levantar, curar, libertar (273).
  19. Para partilhar e doar nossa vida com os outros, precisamos reconhecer que cada pessoa A� digna da nossa dedicaA�A?o, nA?o pelo seu aspecto fA�sico, capacidade, mas, porque A� obra de Deus (274).
  20. Cada pessoa A� imensamente sagrada e merece nosso afeto e dedicaA�A?o. Se consigo ajudar uma sA? pessoa a viver melhor, isso jA? justifica o dom da minha vida (274).

Saiba Mais…
Acesse A Carta NA? 6 da ECAM – 2016


IrmA? Teresa Nascimento, iic