O Caminho da Espiritualidade

O Caminho da Espiritualidade


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MoisAi??s, ai???permaneceu firme, inabalA?vel, como se visse o invisAi??velai??? (Hb 11,27)

1. Leitura Orante do texto: Ex 33, 7-23

A Palavra de Deus estA? bem perto de ti, na tua boca, no teu coraAi??A?o, ao teu alcance e tu podes colocA?-la em prA?tica. (Dt 30,14). Ela aquece o coraAi??A?o, ilumina os olhos, e conduz os passos na direAi??A?o do Projeto de Deus.

CenA?rio: Uma tenda armada no deserto.Ai?? SAi??mbolos: A?gua, BAi??blia, vela, figuras da realidade do povo da BAi??blia e de hoje, de pessoas em oraAi??A?o, frases do texto e sobre espiritualidade (Ex 33 ai??i?? 34).

MotivaAi??A?o inicial: A Palavra de Deus Ai?? fonte de Espiritualidade. Podemos tratar o tema da Espiritualidade BAi??blica, a partir da experiA?ncia espiritual de personagens paradigmA?ticos como AbraA?o, MoisAi??s ou dos profetas. E no Segundo Testamento, a partir de Jesus, de Maria e Paulo. Tudo isso, tendo como fio condutor o chamado de Deus e a resposta do ser humano e como ponto culminante Jesus Cristo e o convite ao seu seguimento. Hoje, vamos fazer uma ai???vivA?nciaai??? ou experiA?ncia, neste sentido, por meio da LO do texto de ASx. 33,7-23 Vamos acompanhar um pouco do itinerA?rio espiritual de MoisAi??s, aquele que, na trajetA?ria de sua vida, ai???se manteve firme e inabalA?vel como se visse o invisAi??velai??? (Hb 11,27). Ele que foi chamado por Deus a uma missA?o especial na libertaAi??A?o do seu povo e foi Ai??chamado de ai???Servo de Deusai??i??, a quem ai???Ele confiou seu povoai??i?? (Nm 12,7-8).

OraAi??A?o introdutA?ria: Entrada com a vela e outros sAi??mbolos para colocar no cenA?rio.

Mantras. Canto: O Povo de Deus, no deserto andava…; Sl 42 ou 25.

1) MOMENTO EM CONJUNTO

1. LEITURA DO TEXTO: ASx 33, 7-23

O que diz o texto em si?

– Silenciar diante da Palavra que lemos e ouvimos.

– Repetir frases, expressAi??es, palavras mais fortes, que tocaram o coraAi??A?o.

– Aproximando-se mais do texto: perceber o cenA?rio, a linguagem, a simbologia, os personagens, aAi??Ai??es e atitudes do povo e de MoisAi??s com Deus e com o povo.

Momento de partilha (breve momento de partilha).

2.Ai??MEDITAAi??A?O

O que o texto Ai??fala para mim, para nA?s hoje?

Atualizar a Palavra, trazendo o texto para a vida pessoal e comunitA?ria, para a sua missA?o na famAi??lia, na comunidade, na catequese…

Contextualizar o texto de ASx 33, 7-23: recordando quem Ai?? MoisAi??s e sua experiA?ncia do chamado para a missA?o junto ao povo, do meio da sarAi??a ardente (ASxAi?? 3, 1-15).

– O que chama a atenAi??A?o na experiA?ncia de relacionamento de MoisAi??s com Deus?

– Qual Ai?? sua experiA?ncia de Deus? Como vocA? se relaciona com Ele no dia a dia e nos momentos de oraAi??A?o?

Ai??

2) MOMENTO PESSOAL

MEDITAAi??A?O ai??i?? CONTEMPLAAi??A?O ai??i?? ORAAi??A?O E COMPROMISSO:

  • Como MoisAi??s, e o Servo de Deus segundo IsaAi??as (Is 50,4-5), procure armar sua ai???Tenda Espiritualai??i??, entrar nela, dispor-se a ouvir o que o Senhor tem a lhe dizer, por meio de sua Palavra. Invoque o EspAi??rito Santo. Traga, para a sua oraAi??A?o lideranAi??as da sua comunidade, catequizandos; apresente a Deus os desafios de sua missA?o como catequista; a situaAi??A?o da comunidade, da Igreja, do Brasil e do mundo.
  • Leia novamente o texto de ASx. 33, 7-23. Observe a familiaridade como MoisAi??s se relaciona com Deus. A reaAi??A?o do povo ao observar MoisAi??s, ao sair da tenda. Se quiser, vocA? pode relacionar o texto lido com Ex 34, 28-35. Este texto fala que MoisAi??s, apA?s longo tempo de oraAi??A?o na presenAi??a de Deus, no Monte Sinai, voltou transfigurado, com o rosto brilhante e o povo percebeu que algo de admirA?vel acontecera com ele.

*Depois, ler o texto que segue, para ajudA?-lo/a a aprofundar a sua meditaAi??A?o, oraAi??A?o e contemplaAi??A?o.

A ORAAi??A?O DE MOISAi??S E SEUS PEDIDOS A DEUS (Ex 33, 7-23)

MoisAi??s Ai?? chamado de Servo de Deus, a quem Ele confiou seu povo (Nm 12,7-8). Um lAi??der tomado por uma dupla paixA?o: pelo Deus do povo e pelo Povo de Deus. Ele e seu povo tinham seus ai???espaAi??os sagradosai??i?? para a oraAi??A?o, no encontro Ai??ntimo com o Senhor, de modo especial, a Montanha e a Tenda da ReuniA?o. A tenda, nA?o era o lugar da residA?ncia fixa de Deus, mas simplesmente sAi??mbolo da sua presenAi??a constante no meio do povo. Era o ponto ou espaAi??o do encontro entre Deus e seu servo MoisAi??s e com seu povo (Ex 29,42-43). De modo que ai???aquele que tinha que consultar a JavAi??, saAi??a do acampamento para a Tenda da ReuniA?oai??? (33,7b). O sAi??mbolo da Tenda fala da trajetA?ria do Povo de Deus de ontem e hoje, povo peregrino, sempre a caminho. Ao mesmo tempo, nos remete Ai?? imagem de um Deus itinerante, caminheiro e peregrino, sempre em busca do seu povo, presente e atuante na sua caminhada histA?rica. Era ali, que MoisAi??s e seu povo, buscavam na intimidade com Deus, forAi??a, luz e orientaAi??A?o, para um discernimento acertado a respeito das decisAi??es a serem tomadas, sobretudo nos momentos cruciais e mais decisivos da caminhada.

MoisAi??s tem consciA?ncia de sua forAi??a e da sua fraqueza, das suas limitaAi??Ai??es. Por isso mesmo, busca forAi??a e iluminaAi??A?o em Deus; partilha, responsabilidades e preocupaAi??Ai??es com outras lideranAi??as. Em momentos de desA?nimo, busca apoio, conforto e conselho nos amigos, nas lideranAi??as e no povo. Na sua oraAi??A?o, MoisAi??s solicita muitas coisas a Deus, como mediador que sabe das necessidades do povo. Como amigo de Deus, sabe que pode contar com seu auxAi??lio, sobretudo nos momentos difAi??ceis e cruciais da sua missA?o. Por isso, recorre a Ele com confianAi??a, na certeza de ser atendido. Ao ler o texto que segue, observar os vA?rios pedidos de MoisAi??s e as respostas de Deus. Cada um dos seus pedidos estA? relacionado Ai?? sua missA?o e cheio de grandes ensinamentos:

  • Mostra-me teus caminhos (33,13). Faze-me entender teus desAi??gnios misteriosos. Descobre-me os teus segredos, revela-me a tua vontade. Ai?? como se dissesse: Faze-me compreender a tua lA?gica ai???ilA?gicaai???, para mim. Este pedido mostra que MoisAi??s tinha consciA?ncia de suas limitaAi??Ai??es e nA?o sabia tA?o bem como e por onde guiar o povo.
  • Vem caminhar conosco (v 1). Se nA?o vieres pessoalmente, nA?o nos faAi??as subir… (v 15). Subir dA? idAi??ia de um empreendimento cheio de dificuldades, obstA?culos, que causa cansaAi??o, medo. MoisAi??s lembra do trato de Deus com ele na sarAi??a ardente: ai???Eu estou com vocA?ai??? (ASx 3, 12).
  • VA? que esta gente Ai?? teu povo (13). MoisAi??s tem consciA?ncia de que Ai?? apenas mediador entre Deus e seu povo, um povo dedicado a JavAi??, sua ai???propriedade exclusivaai??? (Ex 19,15). Povo eleito, tutelado, vinculado a Ele, por AlianAi??a Sagrada (Ex 19-24). Deus jamais o abandonarA?. MoisAi??s nA?o faz do seu povo uma posse sua, mas vai alAi??m e permite a Israel ser livre e responsA?vel por suas decisAi??es e pela prA?pria caminhada.
  • Deixa-me ver tua GlA?ria (v 18). A experiA?ncia do ai???Deus vivoai??? da sarAi??a ardente marcarA? a vida de MoisAi??s. FreqA?entemente, subia Ai?? montanha (34, 1-8) ou entrava na fenda da rocha (v 22-23), para encontrar-se com Ele. Sua uniA?o e intimidade com Deus era tA?o grande, que seu rosto brilhava (Ex 34, 29-.35), porque refletia o esplendor da santidade divina. Seu desejo de ver a face de Deus, parece louvA?vel, mas encerra um engano sutil: querer percebA?-lo em forma e a cores; Ai?? impossAi??vel abarcar o mistAi??rio de Deus, com o prA?prio entendimento. ContA?-lo na prA?pria idAi??ia sobre ele, seria querer apossar-se de Deus. Isso o impediria de descobrir novas facetas do insondA?vel mistAi??rio, no cotidiano da vida.

Continuar a meditaAi??A?o e contemplaAi??A?o

  1. Parar, contemplar e saborear a cena de MoisAi??s entretendo-se com Deus, que ai???fala com ele face a face, como alguAi??m que fala com um amigoai??? muito Ai??ntimo. Colocar-se na cena junto com MoisAi??s e deixar-se envolver e transformar pelo toque da presenAi??a terna e amorosa de Deus.
  2. Repetir os pedidos de MoisAi??s, como pedidos, acrescentar outros e procurar ouvir, sentir, as respostas de Deus. Como me senti fazendo parte da cena de MoisAi??s no encontro orante com Deus?
  3. Pensar, perguntar-se:

Como eu me relaciono com Deus no dia a dia? Como rezo? O que rezo?

– O que aprendi e podemos aprender com a experiA?ncia de MoisAi??s, para a prA?tica e o cultivo da prA?pria espiritualidade e para a missA?o na catequese?

– Que luzes, desafios e apelos despontaram para a minha espiritualidade e para a missA?o junto aos catequizandos, pais e comunidade?

  1. ORAAi??A?O E COMPROMISSO:

O que vou dizer a Deus, em resposta Ai?? sua Palavra?

  • VocA? pode ai???derramarai??i?? diante de Deus o seu coraAi??A?o: preocupaAi??Ai??es diante da realidade de hoje; alegrias, angA?stias, esperanAi??as, interrogaAi??Ai??es, sonhos e desejos. Converse com ele como amigo que acolhe e compreende. Dialogue com ele e faAi??a sua prece de louvor, sA?plica, agradecimento (se quiser, pode escrever). Se quiser, pode tomar uma frase do texto bAi??blico, como mantra para rezar, repetir como mantra (guardar na memA?ria, escrever…).
  • Comprometer-se com o Deus da Palavra, respondendo Ai??s perguntas: O que este texto me sugere a mudar em minha maneira de me relacionar com Deus, no meu modo de rezar e de cultivar a espiritualidade?
  • Que compromisso vou assumir para cultivar e aprofundar a minha espiritualidade? E para favorecer aos catequizandos a experiA?ncia de encontro com Deus?
  • Se quiser, pode registrar para partilhar em forma de depoimentos, reflexA?o prece, sAi??mbolo: como me senti e vivenciei a experiA?ncia de intimidade e encontro com Deus a partir da experiA?ncia de MoisAi??s? Que sentimentos, luzes, desafios, apelos surgiram?

ATENAi??A?O: VocA? pode registrar, para a partilha: prece, depoimento; frases fortes do texto bAi??blico ou do texto de reflexA?o; trazer tambAi??m, refrA?o ou mantra, um canto que expressem um pouco da sua experiA?ncia.

Concluir esse momento pessoal, rezando a OraAi??A?o que segue.

.:.
ORAAi??A?O DO/A EVANGELIZADOR/A

Senhor, coloco-me, agora,
diante da SarAi??a Ardente do teu amor
e abro diante de ti, o tapete da minha vida!
Aqui estou, com minha fragilidade, pobreza,
minhas sombras e luzes! Mesmo assim, confias em mim
e me chamas a evangelizar.

Eu te agradeAi??o, por tanto amor!
Queima em mim, tudo o que nA?o Ai?? bom.
Fecunda meu Ser, com teu Santo EspAi??rito,
para que minha pessoa e minha vida Te revelem a todos.
Assiste-me em minhas tristezas e frustraAi??Ai??es!
Recebe minhas alegrias, meus sonhos,
esperanAi??as e realizaAi??Ai??es!

Ajuda-me a ser uma bA?nAi??A?o para todos. AmAi??m!
(Autor desconhecido)

Ai??

  1. PARTILHA COM O GRUPO DE FORMA CELEBRATIVA

Com cantos, depoimentos, repetiAi??A?o de frases do texto bAi??blico e do texto de reflexA?o, preces, sAi??mbolos.Ai??

O QUE Ai?? ESPIRITUALIDADE?

  1. Pela fAi??, MoisAi??s manteve-se, firme, inabalA?vel, como se visse o invisAi??vel (Hb 11,27).
  2. JavAi?? falava com MoisAi??s face a face, como um homem fala com seu amigo (ASx 33,11).
  3. MoisAi??s, alguAi??m tomado por uma dupla paixA?o: pelo Deus do povo e pelo povo de Deus.
  4. Espiritualidade: vem de EspAi??rito, ai???pneumaai??? que Ai?? sopro de vida que anima, dA? um ardor, uma chama pela qual Deus age em nA?s e atravAi??s de nA?s. (Gn 2,7).
  5. Espiritualidade Ai?? o impulso do EspAi??rito, forAi??a que unifica interiormente, anima, dA? coragem, entusiasmo e leva a agir para ser testemunhas (At 1,8).
  6. Espiritualidade Ai?? o campo da aAi??A?o do EspAi??rito Santo. Ai?? a vida segundo o EspAi??rito; Ai?? uma maneira simples de viver deixando-se conduzir, guiar pelo EspAi??rito Santo.
  7. Ai?? a experiA?ncia de deixar-se envolver pela nuvem, transfigurar, transformar, como pela presenAi??a de Deus, como MoisAi??s (ASx 34,28).
  8. Ai?? a capacidade da pessoa humana de entrar e viver emAi?? harmonia consigo mesma, com ai???seu mundo interiorai???, com os outros, com Deus, com a realidade que o cerca e com toda a criaAi??A?o.
  9. Espiritualidade nA?o Ai?? algo restrito aos cristA?os, nem monopA?lio das religiAi??es, mas uma dimensA?o do ser humano (L. Boff).
  10. A Espiritualidade sustenta valores, motiva atitudes: sensibilidade, amor, compaixA?o, misericA?rdia, ternura, cuidado, capacidade de acolher e perdoar…
  11. Espiritualidade CristA?: Ai?? a experiA?ncia de fAi?? em Jesus e adesA?o a ele, que se faz experiA?ncia de seguimento a Jesus Cristo.
  12. Espiritualidade cristA? implica em viver na intimidade com Jesus e com Pai e deixar-se guiar pelo EspAi??rito. Implica em assumir o estilo de vida de Jesus e continuar sua missA?o.
  13. Espiritualidade cristA? implica em trA?s elementos fundamentais: conversA?o permanente, seguimento de Jesus e intimidade com Ele.
  14. Ai??Espiritualidade Ai?? o nA?cleo profundo e dinA?mico do ser do catequista: suas motivaAi??Ai??es, seu ideal e utopia, seu ardor missionA?rio, sua paixA?o por Jesus Cristo, contagiam os outros.

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2. A ESPIRITUALIDADE BA?BLICA E AAi??EXPERIASNCIA
ESPIRITUAL DOS PROFETAS

Ai??

  1. ExperiA?ncia Espiritual na BAi??blia

A BAi??blia Ai?? a raiz da qual brota a espiritualidade e a seiva da qual ela se alimenta. Ai?? Palavra fecundante, como a chuva que do cAi??u desce e faz a semente germinar (Is 55, 10-11). Ai?? produtora de uma experiA?ncia vital e espiritual ou de espiritualidade e de interioridade. Ela se apresenta como texto espiritual, gerador e guia da experiA?ncia espiritual. Para a Sagrada Escritura a experiA?ncia espiritual nA?o Ai?? uma experiA?ncia sobre Deus, mas de Deus e tem dimensA?o pessoal e comunitA?ria. ExperiA?ncia espiritual porque se refere Ai?? relaAi??A?o do ser humano com o transcendente, o absoluto, que Ai?? Deus. Ai?? Deus que, por livre e gratuita iniciativa, se comunica ao ser humano na experiA?ncia de fAi??, que Ai?? dom de sua parte e compromisso por parte da pessoa, em vista da comunidade e da missA?o.

ai???O itinerA?rio da experiA?ncia espiritual bAi??blica estA? centrado em Deus, uno e trino; Ai?? uma experiA?ncia humana, radicada na histA?ria e alimentada no cotidiano das pessoas chamadas Ai?? comunhA?o com Deusai??? (Auth Romi, Vera Ivanise Bonbonato). Um princAi??pio bA?sico que sustenta a caminhada do povo de Deus Ai?? a certeza da presenAi??a atuante de Deus na histA?ria. A espiritualidade bAi??blica estA? centrada na Palavra de Deus, que tem como referA?ncia os protagonistas da histA?ria da salvaAi??A?o, na aceitaAi??A?o e realizaAi??A?o do seu projeto.Ai?? Assim, podemos tratar do tema, a partir da experiA?ncia espiritual de personagens paradigmA?ticos como AbraA?o, MoisAi??s ou dos profetas e no Segundo Testamento, a partir de Jesus, de Maria e Paulo. Tudo isso, tendo como fio condutor o chamado de Deus e a resposta do ser humano e como ponto culminante Jesus Cristo e o convite ao seu seguimento.

Destacamos aqui, de forma breve, a espiritualidade profAi??tica e concluAi??mos, apontando para Jesus, como alguAi??m que assumiu uma espiritualidade seguindo a tradiAi??A?o profAi??tica, colocando, porAi??m, indo alAi??m, com sua prA?pria marca. O profeta exalta a fidelidade Ai?? revelaAi??A?o de Deus na histA?ria. A Espiritualidade profAi??tica liga Deus e o ser humano, fAi?? e vida, oraAi??A?o, aAi??A?o e contemplaAi??A?o, mAi??stica e justiAi??a social. Provoca o profeta a fazer uma crAi??tica Ai??tica e teolA?gica da realidade social, polAi??tica, econA?mica, ideolA?gica, cultural, ecolA?gica, do mundo em que vive. Impulsiona todos a buscarem novas alternativas, a abrir-se ao novo. Conclama a perceberAi?? cujos sinais da aAi??A?o de Deus presentes no meio do povo. (Is 44,19). Ai?? o EspAi??rito, aquele que faz novas todas as coisas, nos interpelando.Ai??

  1. Algumas caracterAi??sticas da Espiritualidade ProfAi??tica
  2. a) A indignaAi??A?o Ai??tica e a denA?ncia da injustiAi??a e o anA?ncio de um ai???novo tempoai???, uma nova sociedade.

Os profetas denunciam os grupos que abusam do poder polAi??tico, econA?mico e religioso. Que exploram, desviam e enganam o povo com promessas ilusA?rias. Alertam contra a ideologia do sistema dominante. Assumem a defesa da vida dos pobres e marginalizados (Am 2, 6-16). Manifestam uma “espiritualidade da indignaAi??A?o Ai??tica” diante da injustiAi??a, da opressA?o, da corrupAi??A?o. SA?o apaixonados pela causa da justiAi??a, e do direito e pelo zelo da fidelidade Ai?? AlianAi??a. Falam em nome de Deus e do povo oprimido, sem vez e voz.Ai?? Anunciam a vitA?ria do direito e da justiAi??a, de modo que os pobres nA?o mais se sentirA?o envergonhados, mas terA?o a maior alegria diante de JavAi?? (Is 29, 18-24). Cultivam o sonho de uma nova sociedade de justiAi??a, paz, reconciliaAi??A?o (Is 65, 17-25). Hoje, Nossa luta em defesa da vida, da justiAi??a, solidariedade, tambAi??m Ai?? alimentada por uma espiritualidade e uma mAi??stica profAi??tica, marcada por uma utopia, um desejo e um sonho de justiAi??a, amor, paz, liberdade…Ai??

  1. b) A resistA?ncia diante dos Conflitos

Por causa de suas denA?ncias, o profeta entra em conflitos com muitos e atrai a perseguiAi??A?o por parte dos poderosos (cf. 1 Rs 19,1-2; Jr 20,1-2, etc.). A espiritualidade lhe dA? forAi??as para resistir diante da perseguiAi??A?o, da calA?nia e atAi?? diante da morte. Em meio Ai??s situaAi??Ai??es de injustiAi??a, opressA?o, incompreensA?o, nA?o desistem de denunciar tudo aquilo que nA?o estA? de acordo com o projeto do Deus da vida e da libertaAi??A?o. SA?o capazes de cultivar a esperanAi??a em meio Ai??s situaAi??Ai??es mais dramA?ticas e caA?ticas da vida do povo. Sentem-se chamados por Deus a persistirem na luta para que a justiAi??a e o direito seja implantados na terra (Is 42,4).

  1. c) A intimidade com Deus

Os profetas cultivam a intimidade com Deus, que desperta neles a capacidade de ter sempre intuiAi??Ai??es novas, diante dos desafios da histA?ria. E sA?o confrontados a rever seu modo de pensar e agir, de interpretar os acontecimentos e sua imagem de Deus, como o que ocorre com Elias e Jeremias, por exemplo. Elias descobre que pode experimentA?-lo tambAi??m na ausA?ncia, no silA?ncio e no meio dos conflitos. Ao mesmo tempo, os profetas vA?o se deixando modelar por ele e se sentem confortados e fortalecidos, para prosseguirem na missA?o, com mais A?nimo e coragem (1 Rs 19,9-18; Jer 20,7).

Jesus retomou a espiritualidade profAi??tica e lhe deu sua prA?pria marca. Por isso foi reconhecido como um grande profeta (cf. Lc 24,19). Manifestou profunda indignaAi??A?o diante da hipocrisia dos fariseus e doutores da Lei que exigiam do povo o cumprimento de minA?cias da lei, enquanto eles prA?prios nA?o praticavam o principal: a justiAi??a, a misericA?rdia… (cf. por ex. Mt 23,13-36 e 25, 31-46). Jesus tambAi??m entrou em conflito com ricos e poderosos, fariseus, doutores da Lei, sacerdotes. Foi acusado de endemoninhado (Mc 3,22) e blasfemo (Mc 2,7). Ficou indignado diante da exploraAi??A?o e corrupAi??A?o no templo (Mc 11,15). Na intimidade com o Pai, encontrou forAi??a para ser fiel ao seu projeto, atAi?? as A?ltimas consequA?ncias, isto Ai??, Ai?? morte e morte deAi?? cruz.

Fontes

– CEBI Sul, Espiritualidade BAi??blica, Boletim NA? 2, Ano 13, 1994, p. 6-9

– Auth Romi e Bombonatto I. Vera, A minha alma tem sede de Deus, Teologia da espiritualidade, Paulinas, 2013Ai??

Trabalho em grupos (10 grupos)

GR 1: Mq 3,1-8; 7, 14-20
GR 2: Am 2, 6-16; 5, 21-25
GR 3:Ai?? Jr 7,1-11
Gr 4: . Ez 37,1-14
GR 5: Os 11,1-11; 6,6
GR 6: Is 42,1-9; 18-24
GR 7: Jr 31,1-14
GR 8: Is 49,1-16
GR 9: Jr 20, 1-13; 1, 17-19
GR 10: Is 65, 17-25

Tarefa:

  1. Ler o texto, recordar e perceber: o que o profeta denuncia? O que anuncia?
  2. Relacionando o texto com a vida e a realidade de hoje, o que temos a dizer?
  3. A partir do texto, identificar: Qual Ai?? o rosto ou a imagem do Deus no qual o profeta acredita e anuncia na sua missA?o junto ao povo?
  4. Escolher e preparar uma Ai??destas formas de apresentar o resultado do trabalho do seu grupo: Cartaz, teatro, programa de TV, discurso do profeta sobre o conteA?do da sua profecia, poesia, canAi??A?o, jogral, entrevista com o profeta, programa de RA?dio, faixas com escritos das conclusAi??es do grupo, monA?logo do profeta frente Ai?? realidade do povo ou outra forma criativa.

PlenA?ria: Cada grupo tem atAi??, no mA?ximo, 5 minutos para apresentar.

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3. EVANGELIZADORESAi??COM ESPA?RITO

CapAi??tulo V daAi??Evangelii Gaudium (EG).

O Papa Francisco fala, neste capAi??tulo do seu Documento, sobre a Espiritualidade dos Evangelizadores e Evangelizadoras. Como batizados, todos sA?o responsA?veis pela missA?o evangelizadora da Igreja: leigos e clero, religiosas e religiosos. E vocA?, catequista, que tem um papel muito importante no processo de evangelizaAi??A?o, sinta-se contemplada nestas palavras do Papa:

Seguem algumas das frases mais fortes da Evangelli Gaudium

– Dividir em 20 grupos

– Cada grupo: Ler a frase, refletir, destacar e comentar o que ficou mais forte. Ai??

– Discutir as questAi??es abaixo relacionando a frase com sua experiA?ncia pessoal na vivA?ncia da espiritualidade e no desempenho da sua missA?o, apA?s partilhar com o grande grupo:Ai??

  • O que lhe dA? forAi??a, A?nimo, entusiasmo, e sustenta no dia a dia de sua vida e da sua missA?o como catequista?
  • Como vocA? alimenta a sua espiritualidade?Ai??
  1. Evangelizadores com EspAi??rito, quer dizer, Evangelizadores que se abrem, sem medo, Ai?? aAi??A?o do EspAi??rito Santo (259).
  2. O EspAi??rito Santo infunde forAi??a para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia, em voz alta e em todo tempo e lugar, mesmo contra a corrente (259).
  3. Evangelizadores que anunciem a Boa Nova, nA?o sA? com palavras, mas, sobretudo com a vida transfigurada pela presenAi??a de Deus (259).
  4. SA?o pessoas capazes de uma aAi??A?o evangelizadora mais ardorosa, alegre, generosa, cheia de amor atAi?? o fim e feita de vida contagiante. Mas nenhuma motivaAi??A?o serA? autA?ntica, se nA?o arder no coraAi??A?o o fogo do EspAi??rito (261).
  5. Evangelizadores com EspAi??rito, que rezam e trabalham, com compromisso missionA?rio e uma espiritualidade que transforme o coraAi??A?o. A Igreja nA?o pode dispensar o ai???pulmA?o da oraAi??A?oai??i?? (262).
  6. Sem momentos prolongados de adoraAi??A?o, encontro orante com a Palavra, diA?logo com o Senhor, as tarefas se esvaziam, quebramo-nos com o cansaAi??o e o ardor apaga-se (262).
  7. Ai?? preciso rejeitar uma espiritualidade intimista e individualista que nA?o combina com as exigA?ncias da caridade e impede dedicaAi??A?o da vida Ai?? missA?o (262).
  8. A primeira motivaAi??A?o para evangelizar Ai?? o amor que recebemos de Jesus, aquela experiA?ncia de sermos salvos por ele, que nos impele a amA?-lo cada vez mais (264).
  9. Ai??s vezes, perdemos o entusiasmo pela missA?o, porque esquecemos que o Evangelho dA? resposta Ai??s necessidades mais profundas das pessoas, porque todos fomos criados o que ele propAi??e: a amizade com Jesus e o amor fraterno (265).
  10. O verdadeiro discAi??pulo missionA?rio, sabe que Jesus caminha com ele/a, fala com ele/a, respira com ele/a, trabalha com ele/a. Sente Jesus vivo com ele, no meio da tarefa missionA?ria ( 266).
  11. Evangelizadores com EspAi??rito desenvolvem o prazer espiritual de aproximar-se da vida das pessoas, atAi?? descobrir que isso se torna fonte de alegria superior (268).
  12. A missA?o Ai?? paixA?o por Jesus e simultaneamente, paixA?o pelo seu povo. Quando paramos diante de Jesus crucificado, reconhecemos que o seu amor nos dignifica e sustenta (268).
  13. Olhando para Jesus crucificado, percebemos que seu olhar se alonga e se dirige cheio de afeto e ardor, a todo o seu povo. Ele quer servir-se de nA?s para chegar cada vez mais perto do seu povo amado (268).
  14. Fascinados por Jesus, queremos nos inserir na vida do povo, partilhar a vida com todos, ouvir suas preocupaAi??Ai??es, alegrar-nos com os que estA?o alegres, chorar com os que choram (269).
  15. Ai??s vezes, sentimos a tentaAi??A?o de ser cristA?os, mantendo prudente distA?ncia das chagas do Senhor. Jesus quer que toquemos a carne sofredora dos outros (270).
  16. Se queremos crescer na vida espiritual, nA?o podemos renunciar a ser missionA?rios. A tarefa da evangelizaAi??A?o enriquece a mente e o coraAi??A?o, abre-nos horizontes espirituais, torna-nos mais sensAi??veis para reconhecer a aAi??A?o do EspAi??rito (272).
  17. A missA?o no coraAi??A?o do povo nA?o Ai?? uma parte da minha vida, nem um apA?ndice. Ai?? algo que nA?o posso arrancar de mim. Eu sou missA?o nesta terra e para isto estou neste mundo (273).
  18. Ai?? preciso nos considerar como que marcados a fogo para essa missA?o de iluminar, abenAi??oar, vivificar, levantar, curar, libertar (273).
  19. Para partilhar e doar nossa vida com os outros, precisamos reconhecer que cada pessoa Ai?? digna da nossa dedicaAi??A?o, nA?o pelo seu aspecto fAi??sico, capacidade, mas, porque Ai?? obra de Deus (274).
  20. Cada pessoa Ai?? imensamente sagrada e merece nosso afeto e dedicaAi??A?o. Se consigo ajudar uma sA? pessoa a viver melhor, isso jA? justifica o dom da minha vida (274).

Saiba Mais…
Acesse A Carta NA? 6 da ECAM – 2016


IrmA? Teresa Nascimento, iic