O rosto de Deus

O Rosto de Deus
Salmo 51 – 1,14


Tem piedade de mim, ó Deus, por teu amor! Por tua grande compaixão, apaga a minha culpa!

Lava-me da minha injustiça e purifica-me do meu pecado!

Porque eu reconheço a minha culpa, e o meu pecado está sempre na minha frente;

pequei contra ti, somente contra ti, praticando o que é mau aos teus olhos.

Tu és justo, portanto, ao falar, e, no julgamento, serás o inocente.

Eis que eu nasci na culpa, e minha mãe já me concebeu pecador.

Tu amas o coração sincero, e, no íntimo, me ensinas a sabedoria.

Purifica-me com o hissopo, e eu ficarei puro. Lava-me, e eu ficarei mais branco do que a neve.

Faze-me ouvir o júbilo e a alegria, e que se alegrem os ossos que esmagaste.

Esconde dos meus pecados a tua face, e apaga toda a minha culpa.

Ó Deus, cria em mim um coração puro, e renova no meu peito um espírito firme.

Não me rejeites para longe da tua face, não retires de mim teu santo espírito.

Devolve-me o júbilo da tua salvação, e que um espírito generoso me sustente.

 

É, mais uma vez, o Deus da Aliança. A expressão “pequei contra ti, somente contra ti” (6ª) não quer dizer que essa pessoa não tenha ofendido o próximo. Seu pecado é de injustiça (4ª). A expressão quer dizer que a injustiça contra o semelhante é um pecado contra Deus e uma violação da Aliança. O salmista, pois, tem consciência aguda da transgressão que cometeu. Porém, maior que seu pecado é a confiança no Deus que perdoa. Maior que sua injustiça é a graça do parceiro fiel. Aquilo que o ser humano não pode fazer (apagar a dívida que tem com Deus), Deus o concede gratuitamente ao perdoar.


José Bortolini

 

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