Solenidade de Pentecostes

24 DE MAIO
Solenidade de Pentecostes


A solenidade da vinda do Espírito Santo sobre os discípulos encerra o tempo pascal, cinquenta dias após a Páscoa. O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, enviado sobre toda a Igreja, para que habite em cada pessoa e faça entender tudo o que Jesus veio revelar. Ele continua a guiar a Igreja, hoje, pelos dons e carismas distribuídos a cada um.

Celebrar Pentecostes

A solenidade de Pentecostes nos introduz em um ponto específico do mistério da Páscoa de Jesus: a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos. O Evangelista São Lucas conta esse momento nos Atos dos Apóstolos (At 2, 1-11):

Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava.

Moravam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações do mundo. Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua. Cheios de espanto e admiração, diziam: “Esses homens que estão falando não são todos galileus? Como é que nós os escutamos na nossa própria língua? Nós, que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus em nossa própria língua!”

A vinda do Espírito Santo tem lugar após a ascensão de Jesus ao céu. Depois que Jesus é elevado à direita do Pai, os apóstolos e Maria, a mãe de Jesus, reúnem-se no Cenáculo, o mesmo lugar em que fora instituída a Eucaristia por Jesus, na quinta-feira Santa, para estarem em oração e aguardarem o envio do Espírito prometido por Jesus. Cinquenta dias depois da Ressurreição, o Espírito vem sobre os apóstolos na forma de línguas de fogo, como narra o Evangelho. O fogo é um dos símbolos do Espírito Santo e lembra o movimento, a força, o calor, a transformação das coisas, que o Espírito de Deus é capaz de fazer.

O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, junto com o Pai e o Filho. Ele esteve presente desde o início da criação do mundo, passando pela libertação do povo, falando pelos profetas, realizando a encarnação de Jesus no ventre de Maria, habitando e impulsionando Jesus em sua missão. Na cruz, São Lucas diz que Jesus “entrega o Espírito”, para significar que a graça do Espírito Santo, presente em Jesus, é comunicada a toda a Igreja.

Como continuadores da obra de Jesus no mundo, os apóstolos recebem o Espírito Santo para anunciar o Evangelho a todos os povos. De tímidos discípulos, o Espírito os transforma em corajosos mensageiros de que Jesus está ressuscitado e que a graça de Deus está disponível aos seres humanos de todos os tempos.

Também hoje, o Espírito Santo assiste a Igreja, em todos os seus membros. No Batismo, a graça de Deus se derrama sobre cada pessoa, incorporando-a ao Povo de Deus. Somos ungidos, como Jesus (a palavra ‘Cristo’, donde ‘cristão’, significa ‘ungido’), para viver e anunciar a graça do Senhor com nosso testemunho. O Espírito, simbolizado também no óleo, marca a nossa fronte nos sacramentos do Batismo e da Crisma, como sinal permanente de que somos discípulos de Jesus.

A Celebração de Pentecostes ainda recorda os dons do Espírito Santo. São Paulo, na leitura da Missa de Pentecostes, diz que é o mesmo Espírito que distribui todos os dons, para que cada um coloque aquilo que recebeu a serviço da comunidade. Há uma infinidade de dons do Espírito entregues a cada um; a Igreja recorda particularmente sete: Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus. Esses dons fazem com que o cristão esteja preparado para colaborar com a comunidade na construção do Reino de Deus.

Ao final da Missa de Pentecostes, o Círio Pascal, grande vela acesa na Vigília Pascal e que permaneceu no presbitério durante o tempo da Páscoa, é apagado. A luz de Jesus simbolizada nesta vela está agora presente no coração e na vida de cada seguidor de Jesus, que recebeu o Espirito Santo. Cada um, com o fogo do Espírito dentro de si, manifesta a presença de Jesus Ressuscitado no mundo.

Como eu, que sou templo do Espírito Santo, estou vivendo o seguimento de Jesus e dando testemunho no mundo? Pentecostes é um excelente momento para louvar a Deus pelos dons que recebi em minha vida e para fazer deles um dom para minha comunidade.

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